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  • Ter. Jun 28th, 2022

Cantanhede quer estar na linha da frente da transição energética

Estimular o interesse e o conhecimento científico e tecnológico do vetor hidrogénio junto de diferentes players (empresariais, institucionais, investigadores e técnicos, entre outros), assim como posicioná-lo como elemento fundamental no novo paradigma energético mundial e nacional, atraindo e dinamizando o tecido empresarial e industrial para uma trajetória de maior valor acrescentado em produtos verdes e inovadores, é o objetivo do Roteiro do Hidrogénio, cuja última paragem foi em Cantanhede, esta terça-feira, 24 de maio.

Organizado pela Associação Industrial Portuguesa (AIP) e pelo Instituto Politécnico de Portalegre, esta iniciativa enquadra-se na Estratégia Nacional para o Hidrogénio e, particularmente, no esforço coletivo para a promoção de uma política industrial em torno do hidrogénio verde.

Ao intervir na sessão de abertura, que decorreu no Biocant Park, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, deu conta que o Município de Cantanhede “está muito atento às dinâmicas que se estão a gerar em torno da questão energética e quer estar na linha da frente, não só na adoção de sistemas tecnologicamente avançados nesse domínio, mas também no desenvolvimento de parcerias tendentes à criação de soluções integradas para satisfazer as necessidades dos agentes económicos e sociais a este nível”.

A autarca entende que “o país precisa de caminhar mais rápido para essa transição, assumindo-a como um desígnio estratégico”, o que pressupõe a criação de condições favoráveis ao investimento em fontes de energia limpa, incluindo naturalmente a tecnologia do hidrogénio.    

Ainda há um longo caminho a percorrer na transição energética, mas o Município de Cantanhede está não só empenhado em chegar a metas ambiciosas o mais rapidamente possível como está verdadeiramente interessado em percorrer esse trajeto com os agentes económicos e sociais no âmbito de parcerias vantajosas para todos”, concluiu.

Já o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Emílio Torrão, começou por considerar “emblemático” o local escolhido pela AIP para realizar o Roteiro do Hidrogénio, pois “Cantanhede afirma-se como um polo de desenvolvimento industrial”.

O também autarca de Montemor-o-Velho entende que “valorizar a produção de hidrogénio” é um dos caminhos para responder à crise energética que a Europa enfrenta, por força do conflito na Ucrânia, e deu conta que a Comunidade Intermunicipal está a identificar os grandes consumidores de energia dos 19 municípios que a integram para, a partir daí, adotar soluções tendentes à descarbonização do território, nomeadamente com a implementação de comunidades energéticas.

Jorge Gaspar, diretor da Unidade de Consultoria da AIP, agradeceu ao Município de Cantanhede o entusiasmo com que acolheu a iniciativa, garantindo que “a questão energética é já um tema do presente, com implicações quotidianas na vida de todos nós”.

 

A sessão contou com intervenções de Luiz Rodrigues, do Instituto Politécnico de Portalegre, Isabel Santos, da AIP, António Ferreira, do Centro de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade, e Rafael Ribes e Raquel Lopez, da Orfeón Logística, grupo de empresas espanhol que se prepara para instalar uma plataforma logística com 22 hectares na Zona Industrial da Tocha.

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